A consideração da maturidade progressiva da criança como justificativa para o exercício extraordinário e específico da autonomia antes da maioridade civil [Digital]
Tese
Português
347.646(81)
Fortaleza, 2025.
218f.
Tese (Doutorado Acadêmico) - Programa de Pós-Graduação em Direito Constitucional, Universidade de Fortaleza
Este estudo investiga a condição da criança no direito brasileiro, contextualizando os direitos da criança e do adolescente e a doutrina da proteção integral. O objetivo é analisar a adequação do critério etário do instituto das capacidades ao sistema protetivo, fundamentado no art. 227 da...
Ver mais
Este estudo investiga a condição da criança no direito brasileiro, contextualizando os direitos da criança e do adolescente e a doutrina da proteção integral. O objetivo é analisar a adequação do critério etário do instituto das capacidades ao sistema protetivo, fundamentado no art. 227 da Constituição Federal e também no art. 1º do Estatuto da Criança e do Adolescente. A questão central é como conciliar a autonomia e liberdade da criança/adolescente com sua proteção, considerando suas fases de desenvolvimento. Argumenta-se que fatores biopsicológicos devem nortear a autonomia progressiva, definindo os atos que o infante está apto a praticar. O estudo é de natureza qualitativa e de tipo bibliográfico e documental, explorando a interdisciplinaridade da matéria e suas fontes transversais. A análise do tema segue um método de abordagem indutiva e procura demonstrar e problematizar a temática da autonomia progressiva da criança a partir da revisão do instituto das capacidades. O texto se divide em três partes. Primeiramente, aborda-se o contexto histórico dos direitos da criança e do adolescente, explorando a evolução de sua posição social até a Doutrina da Proteção Integral. Em seguida, introduzem-se as noções gerais sobre o Instituto da Capacidade Civil nos moldes do Código Civil, analisando a autonomia e como o discernimento do infante pode legitimar a capacidade civil extraordinária. Por último, busca-se compreender a autonomia progressiva de crianças e adolescentes, destacando a importância da maturidade como critério essencial na tomada de decisões. A pesquisa conclui que, ao propor critérios biopsicológicos para avaliar a competência de menores, abrem-se novas perspectivas para uma abordagem potencialmente mais justa e sensível às suas realidades e contextos sociais e familiares. Contudo, a sugestão de incorporar a maturidade como critério complementar ao etário no Código Civil brasileiro, inspirada no modelo espanhol, provoca um debate fundamental: como garantir a aplicação equânime e evitar a subjetividade na aferição dessa maturidade? E quais os desafios de transitar para um sistema que reconhece ativamente a autonomia progressiva, assegurando que a ampliação de direitos não resulte em desproteção? Assim, este estudo não apenas sinaliza a necessidade premente de uma legislação mais dinâmica que respeite as fases de desenvolvimento e escute as vozes dos menores, mas também convida à reflexão sobre a complexidade de conciliar autonomia e proteção em um compromisso contínuo com a dignidade infantil.
Palavras-chave: Autonomia progressiva. Proteção Integral. Capacidade Civil. Maturidade infantil. Ver menos
Palavras-chave: Autonomia progressiva. Proteção Integral. Capacidade Civil. Maturidade infantil. Ver menos
This study investigates the status of children in Brazilian law, contextualizing the rights of children and adolescents and the doctrine of comprehensive protection. The objective is to analyze the adequacy of the age selection of the institute of capacities to the protective system, based on art....
Ver mais
This study investigates the status of children in Brazilian law, contextualizing the rights of children and adolescents and the doctrine of comprehensive protection. The objective is to analyze the adequacy of the age selection of the institute of capacities to the protective system, based on art. 227 of the Federal Constitution and also on art. 1 of the Statute of Children and Adolescents. The central question is how to reconcile the autonomy and freedom of children/adolescents with their protection, considering their stages of development. It is argued that biopsychological factors should guide progressive autonomy, defining the acts that the baby is capable of performing. The study is qualitative in nature and of a bibliographic and documentary nature, exploring the interdisciplinarity of the subject and its transversal sources. The analysis of the theme follows an inductive approach method and seeks to demonstrate and problematize the theme of the progressive autonomy of children based on the review of the institute of capacities. The text is divided into three parts. First, the historical context of children's and adolescents' rights is addressed, exploring the evolution of their social position up to the Doctrine of Comprehensive Protection. Next, general notions about the Institute of Civil Capacity are presented in the Civil Code, analyzing autonomy and how the infant's discernment can legitimize extraordinary civil capacity. Finally, the study seeks to understand the progressive autonomy of children and adolescents, highlighting the importance of maturity as an essential criterion in decision-making. The research concludes that, by proposing biopsychological criteria to assess the competence of minors, new perspectives are opened for a potentially fairer approach that is sensitive to their realities and social and family contexts. However, the suggestion of incorporating maturity as a complementary criterion to age in the Brazilian Civil Code, inspired by the Spanish model, provokes a fundamental debate: how can we ensure equitable application and avoid subjectivity in the assessment of this maturity? And what are the challenges of moving to a system that actively recognizes progressive autonomy, ensuring that the expansion of rights does not result in lack of protection? Thus, this study not only highlights the urgent need for more dynamic legislation that respects the stages of development and listens to the voices of minors, but also invites reflection on the complexity of reconciling autonomy and protection in an ongoing commitment to children's dignity.
Keywords: Progressive autonomy. Full Protection. Civil Capacity. Child maturity Ver menos
Keywords: Progressive autonomy. Full Protection. Civil Capacity. Child maturity Ver menos
Este estudio investiga la situación de la infancia en el derecho brasileño, contextualizando los derechos de la infancia y la adolescencia y la doctrina de la protección integral. El objetivo es analizar la adecuación del criterio de edad del instituto de capacidades al sistema de protección, con...
Ver mais
Este estudio investiga la situación de la infancia en el derecho brasileño, contextualizando los derechos de la infancia y la adolescencia y la doctrina de la protección integral. El objetivo es analizar la adecuación del criterio de edad del instituto de capacidades al sistema de protección, con base en el art. 227 de la Constitución Federal y también en el art. 1 del Estatuto del Niño y del Adolescente. La cuestión central es cómo conciliar la autonomía y la libertad de la infancia y la adolescencia con su protección, considerando sus etapas de desarrollo. Se argumenta que los factores biopsicológicos deben guiar la autonomía progresiva, definiendo los actos que el bebé es capaz de practicar. El estudio es de naturaleza cualitativa y de naturaleza bibliográfica y documental, explorando la interdisciplinariedad del tema y sus fuentes transversales. El análisis del tema sigue un método de enfoque inductivo y busca demostrar y problematizar el tema de la autonomía progresiva de la infancia con base en la revisión del instituto de capacidades. El texto se divide en tres partes. En primer lugar, se aborda el contexto histórico de los derechos de los niños, niñas y adolescentes, explorando la evolución de su posición social hasta la Doctrina de la Protección Integral. Posteriormente, se introducen nociones generales sobre el Instituto de la Capacidad Civil en el Código Civil, analizando la autonomía y cómo el discernimiento del niño puede legitimar la capacidad civil extraordinaria. Finalmente, el estudio busca comprender la autonomía progresiva de niños, niñas y adolescentes, destacando la importancia de la madurez como criterio esencial en la toma de decisiones. La investigación concluye que, al proponer criterios biopsicológicos para evaluar la competencia de los menores, se abren nuevas perspectivas para un enfoque potencialmente más justo y sensible a sus realidades y contextos sociales y familiares. Sin embargo, la sugerencia de incorporar la madurez como criterio complementario a la edad en el Código Civil brasileño, inspirado en el modelo español, provoca un debate fundamental: ¿cómo podemos garantizar una aplicación equitativa y evitar la subjetividad en la evaluación de esta madurez? ¿Y cuáles son los desafíos de avanzar hacia un sistema que reconozca activamente la autonomía progresiva, garantizando que la ampliación de derechos no resulte en desprotección? Así, este estudio no solo destaca la urgente necesidad de una legislación más dinámica que respete las etapas del desarrollo y escuche las voces de los menores, sino que también invita a la reflexión sobre la complejidad de conciliar la autonomía y la protección en un compromiso continuo con la dignidad infantil.
Palabras clave: Autonomía progresiva. Protección total. Capacidad Civil. Madurez infantil. Ver menos
Palabras clave: Autonomía progresiva. Protección total. Capacidad Civil. Madurez infantil. Ver menos
Pereira Júnior, Antonio Jorge
Orientador
Siqueira, Natercia Sampaio
Banca examinadora
Pompeu, Victor Marcilio
Banca examinadora
Bede, Fayga Silveira
Banca examinadora
Magalhães Filho, Glauco Barreira
Banca examinadora